Avaliando a escalabilidade e o impacto sistémico das políticas públicas comportamentais
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Resumo
Este estudo examina a evolução das políticas públicas comportamentais, desde intervenções específicas conhecidas como nudges até abordagens estruturais ou budges, com ênfase na sua escalabilidade e impacto sistémico. Através de um desenho metodológico misto que integra revisão sistemática, análise de casos emblemáticos e reanálise de meta-análises anteriores, as limitações dos nudges quando operam isoladamente são evidentes, em contraste com a maior eficácia dos budges quando articulados com instrumentos fiscais, regulatórios ou administrativos. Os resultados revelam que a escalabilidade depende de fatores contextuais, como apoio político, integração com sistemas pré-existentes e capacidade técnica institucional, elementos que mitigam a penalidade de escala identificada na literatura. A análise estatística mostra que os nudges tendem a se limitar a implementações locais, enquanto os orçamentos alcançam mais frequentemente a expansão nacional com menor perda de eficácia. Da mesma forma, o estudo de caso confirma que o sucesso da ampliação responde menos ao próprio desenho comportamental do que à sua inserção em estruturas políticas e administrativas consolidadas. Consequentemente, propõe-se que o futuro das políticas comportamentais resida na sua transição para intervenções integradas capazes de abordar problemas públicos complexos. Este quadro não só transcende a dicotomia entre nudges e regulamentações tradicionais, como também propõe a sua complementaridade para aumentar a sustentabilidade e o impacto em grande escala. Conclui-se que a verdadeira promessa da ciência comportamental reside na sua incorporação estrutural na governação, o que torna possível gerar transformações significativas e duradouras na sociedade.
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